O Comportamento Ético E Sua Influência Na Era Da Informação
Mas O que é Ética?
É uma característica inerente a toda ação humana.
Atribuir valor ao pensamento racional
É um grande valor para todos os seres humanos.
Uma espécie de “consciência moral” para julgar se suas ações são boas ou más, certas ou erradas, justas ou injustas.
Em Uma Organização Ética
Estamos falando de pessoas Éticas.
Uma política interna bem definida.
"Para que haja conduta ética é preciso que exista o agente consciente, isto é, aquele que conhece a diferença entre bem e mal, certo e errado, permitido e proibido, virtude e vício". (CHAUÍ, 1997)
Mas no Brasil onde 50% das vagas na área de tecnologia da informação não são preenchidas por falta de mão de obra qualificada, onde 64% da população não completou o primeiro grau.
Como exigir Ética deste funcionário?
Ética da informação diz respeito aos dilemas morais e aos conflitos que surgem na interação entre os seres humanos e a informação. (Martha Smith,2001)
Ética, alem de ser a ciência que estuda a moral das pessoas na sociedade, é um investimento. Na internet é extremamente necessário se ter credibilidade para que a empresa possa sobreviver no comércio eletrônico.
Privacidade
“Todo o individuo têm direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e idéias por qualquer meio de expressão.”
Declaração universal dos direitos humanos,artigo 19
Definição Correta De Privacidade
“Um indivíduo ou grupo têm privacidade numa situação se e só se nessa situação o indivíduo e o grupo ou a informação acerca do indivíduo ou do grupo é protegida da intrusão, observação e espionagem de outros”.
Moor 1990
Privacidade Confidencialidade Segurança de Dados
“A privacidade é um conceito largo que muitas vezes coincide com o conceito de confidencialidade que é impedir acessibilidade à informação por pessoas não autorizadas; e o conceito de segurança de dados que é impedir a alteração imprópria por pessoas que não têm acesso autorizado.” (Ware 1993)
Segundo Alberto Fusaro "Uma das questões que se levanta com grande freqüência nesse início do Terceiro Milênio é a da postura ética no uso da tecnologia. Quando o assunto é esse, não importa que estejamos falando de áreas completamente distintas da atuação humana, como as de medicina, jornalismo, física ou marketing. Em qualquer uma delas, o emprego da tecnologia sempre levanta uma indagação a respeito de quais limites devem ser respeitados e de quais devem ser superados. Mas será que essa é uma problemática exclusivamente contemporânea? Viveríamos nós em um período assim especial, ao qual não se aplicam os preceitos herdados dos antigos, medievais e modernos? Ou o caso seria outro?
Ao passarmos a história da humanidade em rápida revista, encontramos indícios claros de que todos os desenvolvimentos tecnológicos levaram a humanidade a situações merecedoras de maior atenção no campo ético, mesmo que não se observe nenhuma revisão ética de fato. Contudo, apesar das semelhanças, o questionamento ético está em alta em toda nossa sociedade como nunca antes. E não apenas na tecnologia, mas em todas as áreas. Em geral, em termos culturais, o assunto que está em voga não é
exatamente o que se possui, mas o que se está buscando, como se a humanidade discutisse coletivamente, por intermédio do diálogo cultural, o passo seguinte a ser dado. Ouso sugerir que, sob certo aspecto, o impasse de nossa geração é o da ética.
A questão da ética na tecnologia parece ser uma conseqüência da falta de difusão da ética como uma prática cotidiana entre as pessoas. Os valores e referências de uma sociedade competitiva e centrada em resultados parecem sugerir uma constante necessidade de superação, valorizando a diversidade da busca e vendo qualquer limitação como um problema. E a ética é uma limitação. Sendo a ética um limite em si, ela se torna um problema. A grande questão que se nos apresenta, então, é a de escolher coletivamente quais os traços delimitadores da ética. Essa escolha determinará o rumo e o perfil de nosso futuro.
A tecnologia parece ser o centro de nossa sociedade atual. Vivemos um período que está sendo identificado, talvez prematuramente, como a "Era da Informação". É desnecessário dizer que a evolução de nossas redes de informação depende dos avanços da tecnologia. Além disso, também vivemos a "Era Genômica". Na opinião de muitos pesquisadores, existe uma grande possibilidade de que a sobrevivência de nossa espécie venha a depender das tecnologias de controle e de manipulação dos genes. Passamos há pouco tempo pela "Era Atômico-Relativista" e rumamos para uma possível "Era Quântico-Supercordal" no campo da Física, ciência essa que é um dos principais esteios determinantes da tecnologia."
Conclusão
A discussão das questões éticas nas aplicações tecnológicas deve permear o diálogo científico nos anos vindouros.
Desse embate surgirá o mapeamento de nosso futuro. "Quem viver, verá".
Bibliografia
ABBAGNANO, N. Dicionário de Filosofia. Trad. de Alfredo Bosi (Org.). São Paulo: Martins Fontes, 1999.
ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. Trad. de Leonel Vallandro e Gerd Bornhein. "Coleção: Os Pensadores". São Paulo: Abril Cultural, 1984.
COULANGES, F. A Cidade Antiga. Trad. de Fernando de Aguiar. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
FOUREZ, G. A Construção das Ciências - Introdução à Filosofia e à Ética das Ciências. Trad. de Luiz Paulo Rouanet. São Paulo: UNESP, 1995
HUISMAN, D. Dicionário de Obras Filosóficas. Trad. de Ivone C. Benedetti. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
LALANDE, A. Vocabulário Técnico e Crítico da Filosofia. Trad. de Fátima Sá Correia, Maria E.V. Aguiar, José E. Torres e Maria G. de Souza. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
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